KIEV UM CIRCO DE HORRORES
Coincidência ou não, estreou no bairro do Ipiranga, em São Paulo, lugar da Independência do Brasil, o espetáculo teatral Kiev, texto do argentino Sergio Blanco, direção de Roberto Alvim. A impressão é que esse espetáculo vem como releitura da recentíssima história do Brasil.
A cenografia conduz o espectador a Kiev, capital da Ucrânia na antiga União Soviética, de onde uma família expulsa de sua casa por força da repressão política, volta após a queda do regime estabelecido em 1917.
A casa e uma piscina cheia de cadáveres putrefatos é o cenário onde se desenrola a discussão sobre o regime totalitário, proporcionando elementos para que o espectador reflita sobre poder e totalitarismo.
A discussão e o desejo de encobrir o passado e as novas promessas de liberdade e justiça do novo regime que se impõe espelham sem dúvida os movimentos e propostas de renovação que são revestidos sempre por um pseudo favorecimento à população.
Lembrando o ditado português: "Tudo como dantes no quartel de Abrantes", o poder que se sobrepõe é sempre para favorecer os poderosos. Sem eira nem beira, neste ou naquele regime, quem paga a conta é o cidadão.
O que fica de tudo isso é o horror do autoritarismo, de esquerda ou de direita, que se sobrepõe um após o outro para matar a vida, anular a cultura e favorecer uns poucos.
Terminamos sempre nessa piscina de cadáveres apodrecidos, como meros espectadores desse circo de horrores.
Elenco: Juliana Galdino, Marat Descartes, Otávio Martins, Tayña Marquezone, Filipe Ribeiro e Caio D' Aguilar
Texto Sergio Blanco
Tradução adaptação e Direção Roberto Alvim
Em cartaz: de 04 de agosto a 10 de setembro de 2017
Dia 01 de setembro não haverá espetáculo
Sessão extra dia 07 de setembro
Sesc Ipiranga - Rua Bom Pastor, 822 Tel. (11) 3340 2000
Ingressos
Inteira R$ 30
Meia R$ 15
Credencial plena R$ 9
A discussão e o desejo de encobrir o passado e as novas promessas de liberdade e justiça do novo regime que se impõe espelham sem dúvida os movimentos e propostas de renovação que são revestidos sempre por um pseudo favorecimento à população.
Lembrando o ditado português: "Tudo como dantes no quartel de Abrantes", o poder que se sobrepõe é sempre para favorecer os poderosos. Sem eira nem beira, neste ou naquele regime, quem paga a conta é o cidadão.
O que fica de tudo isso é o horror do autoritarismo, de esquerda ou de direita, que se sobrepõe um após o outro para matar a vida, anular a cultura e favorecer uns poucos.
Terminamos sempre nessa piscina de cadáveres apodrecidos, como meros espectadores desse circo de horrores.
Itabira Jonas
Elenco: Juliana Galdino, Marat Descartes, Otávio Martins, Tayña Marquezone, Filipe Ribeiro e Caio D' Aguilar
Texto Sergio Blanco
Tradução adaptação e Direção Roberto Alvim
Em cartaz: de 04 de agosto a 10 de setembro de 2017
Dia 01 de setembro não haverá espetáculo
Sessão extra dia 07 de setembro
Sesc Ipiranga - Rua Bom Pastor, 822 Tel. (11) 3340 2000
Ingressos
Inteira R$ 30
Meia R$ 15
Credencial plena R$ 9

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